Polícia Civil deflagra mais uma operação contra milícias no Rio

Policiais da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas e de Inquéritos Especiais (DRACO/IE), com o apoio de agentes da Subsecretaria de Inteligência ( Ssinte) da Secretaria de Segurança, da Delegacia de Homicídios da Capital (DH/Capital), da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO/ MPRJ), deflagraram na manhã desta quinta-feira ( 19/04), a operação “NEGÓCIOS PARALELOS”.

A ação tem como objetivo o cumprimento de 22 mandados de prisão preventiva e 29 de busca e apreensão contra integrantes de uma milícia que atua na localidade de Jesuítas, em Santa Cruz, na Zona Oeste. A partir de 2016, os integrantes expandiram suas atividades criminosas para os municípios de Nova Iguaçu e Seropédica, na Baixada Fluminense.

Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Santa Cruz e pela 1ª Vara Criminal de Nova Iguaçu.

As investigações da Draco/IE começaram em junho de 2017, a partir de uma diligência realizada na comunidade KM 32, em Nova Iguaçu, em que milicianos atacaram a tiros os policiais. Foram apreendidos no local 15 veículos com placas "clonadas" e 4 armas de fogo, além de rádios comunicadores e coletes balísticos utilizados pelos criminosos.

As investigações revelaram que a organização criminosa é liderada por Danilo Dias Lima, vulgo Tandera, e tem como principais fontes de renda a exploração de comerciantes, através da  cobrança da “taxa de segurança”, monopólio da distribuição de cigarros contrabandeados, exploração da distribuição clandestina de TV a cabo e comercialização de botijões de gás.

Três integrantes da organização, identificados como Anderson Santos, conhecido como Cheetos; Márcio Martins, conhecido como Tui, e Felipe Oliveira, conhecido como Cumbaca, morreram em confronto com policiais civis no início do mês, durante ação policial realizada no Sítio Três Irmãos , em Santa Cruz.

Foi apurado que os três atuavam como seguranças de Danilo Dias Lima, vulgo Tandera. Eles tinham mandados de prisão preventiva, decretados a partir de informações reunidas em investigações da Draco.

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