Polícia não descarta hipótese de execução no caso da morte de militar no Túnel Marcello Alencar

O delegado Andre Timoni, da Delegacia de Homicídios da Capital (DH), não descarta a hipótese de execução no caso do coronel da Força Aérea (FAB), morto na manhã desta quarta-feira dentro do Túnel Marcello Alencar, na Zona Portuária do Rio. De acordo com o delegado, a polícia trabalha com duas linhas de investigação: latrocínio e execução.

O coronel Ialdo Pimentel, de 66 anos, foi morto quando seguia de carro pelo túnel, na pista sentido Rodoviária Novo Rio. A hipótese de execução ganhou força por conta da dinâmica do crime. Segundo o delegado, os criminosos já vinham perseguindo a vítima desde o Aterro do Flamengo, de forma emparelhada.

- Não descartamos nenhuma das duas hipóteses, mas é uma dinâmica que foge um pouco do latrocínio. O carro dos criminosos estava seguindo eles - contou Andre Timoni.

Ao entrar no túnel, o carro dos criminosos passou à frente da vítima. Neste momento, um homem armado desceu do carona e efetuou os disparos contra o veículo em que estava Ialdo. Pelo menos três tiros atingiram o carro do coronel, que estava indo para Bangu, na Zona Oeste do Rio, acompanhado da mulher.

- Ele era uma pessoa muito querida. Neste momento, preciso ser forte, porque temos uma filha que era muito ligada a ele. Semana que vem é aniversário dela e íamos viajar juntos, mas infelizmente aconteceu isso. Estávamos casados há mais de 40 anos. Não quero entrar em detalhes. Eu só quero ser forte neste momento e peço que vocês me respeitem - disse a viúva, que não quis ser identificada.

A Polícia Civil já está com imagens do momento do crime. O corpo do coronel foi levado para o Instituto Médico-Legal (IML), no Centro do Rio.

Por Jornal Extra

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