Mais de 3 mil agentes de segurança estão fora das ruas do RJ

Enquanto a violência aumenta, mais de três mil agentes de segurança estão fora das ruas no Rio de Janeiro. São 3.078 policiais militares, bombeiros, policiais civis e outros agentes de segurança, que estão deslocados e hoje cumprem outras funções no estado.

De todas as instituições, a que mais cedeu oficiais foi a Polícia Militar. Ao todo, são quase dois mil PMs emprestados a outros órgãos do Rio de Janeiro. A maioria deles foi cedida para a Secretaria de Segurança, seguida pela Subsecretaria Militar da Casa Civil, Ministério Público, Tribunal de Justiça e Assembleia Legislativa do Rio.

O governo do estado disse que os policiais lotados na Subsecretaria Militar atuam na segurança dos palácios e nos setores de inteligência, transportes, operações aéreas e departamento médico. Já o Ministério Público informou que atualmente são 237 PMs cedidos e que eles trabalham na coordenadoria de segurança e inteligência, que legalmente é considerada uma unidade da Polícia Militar.

Aa Alerj são 131 PMs que atuam na coordenadoria militar, administração da casa e até mesmo nos gabinetes dos deputados. O ex-comandante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, Ubiratan Ângelo, acredita que esses policias fazem falta nas ruas no combate à criminalidade. Além da PM, o Corpo de Bombeiros emprestou 857 servidores.

O levantamento aponta também que, em agosto, 87 policiais militares estavam à disposição do gabinete do prefeito do Rio, Marcelo Crivella. A prefeitura disse que esse número foi reduzido pra 53. São PMs que trabalham na segurança do prefeito e de outras autoridades.

Em nota, o Corpo de Bombeiros informou que dos 13.600 bombeiros militares da corporação, 857 estão lotados em outros órgãos e que eles atuam em funções relacionadas à segurança contra incêndio e pânico.

A Polícia Civil informou que entre os 142 servidores cedidos, estão delegados e agentes. A produção do Bom Dia Rio entrou em contato com a Polícia Militar, com a Secretaria de Segurança e com o Tribunal de Justiça do Estado, mas não houve resposta.


Por G1

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